Tradução gerada automaticamente

Demasiado Para Un Poeta
Gata Cattana
Demais Para Um Poeta
Demasiado Para Un Poeta
De repente, a garota, sentada na beiradaDe repente, la chica, sentada en el borde
Com as mãos tremendo, com a voz, com o foco iluminando como se não percebesseCon las manos temblorosas, con la voz, con el foco alumbrando como si no lo notara
Com seus montes de papéis e naufrágios espalhados pelo chãoCon sus montones de papeles y naufragios esparcidos por el suelo
A camisa branca, como se fosse inocente, os cabelos bagunçadosLa camisa blanca, como si fuera inocente, los pelos revueltos
O olhar esquivo diante daquela massa que parece pedir explicaçõesLa mirada esquiva frente a esa masa que tiene pinta de pedir explicaciones
Diz pra ele! Diz pra León Felipe que eu também sei todos os contos¡Decidle! Decidle a León Felipe que yo también me sé todos los cuentos
Que quatro gerações depois ainda nos fazem dormir com os mesmos contosQue cuatro generaciones después nos siguen durmiendo los mismos cuentos
E atrapalhando e atormentando os mesmos contosY entorpeciendo y atormentando los mismos cuentos
E que eu também não sei muitas coisas, é verdadeY que yo tampoco sé muchas cosas, es verdad
Mas com tanto conto, as poucas eu esqueço e as que não, não me deixam dormirPero con tanto cuento, las pocas se me olvidan y las que no, no me dejan dormir
A poesia é uma arma carregada de miséria, que aniquila o inimigoLa poesía es un arma cargada de miseria, que aniquila al enemigo
E quem puxa o gatilho, que vai corroendo devagarY al que pulsa el percutor, que erosiona despacito
Diz pra Celaya se explicarDecidle a Celaya que se explique
Que quatro gerações depois seguimos sem saber o que ele entende por futuroQue cuatro generaciones después seguimos sin saber qué entiende él por futuro
E que essa arma nem aperta nem afoga e arranha muito bem, mas onde não fereY que este arma ni aprieta ni ahoga y rasca muy bien pero donde no pica
Diz pra ele, que agora que nos deixam dizer que somos quem somos (e nem tanto)Decidle, que ahora que nos dejan decir que somos quien somos (y tampoco mucho)
É porque não somos ninguémEs porque no somos nadie
Porque vamos para o nada entusiasmados e em fila de umPorque vamos a la nada entusiasmados y en fila de a uno
Somos perigosamente insignificantesSomos demasiado poco peligrosos
E já aproveitando, pra Unamuno, que venceram e convenceramY ya de paso a Unamuno, que vencieron y convencieron
E que convenceram muito bemY que convencieron muy bien
E que depois veio a paz social que tanto esperavam, e a calma se tornou insuportávelY que luego vino la paz social que tanto esperaba, y la calma se hizo demasiado insoportable
E a gente, por consequência, se tornou insuportavelmente medíocreY la gente por consecuencia se hizo insoportablemente mediocre
E a vida seguiu como seguem as coisas que não fazem muito sentido, como cantava aqueleY la vida siguió como siguen las cosas que no tienen mucho sentido, como cantaba aquel
Respira fundo, toma um gole e clareia a vozSe toma un respiro, bebe un sorbo y se aclara la voz
Depois afasta o cabelo pra continuar dizendoLuego se aparta el pelo para seguir diciendo
E o pobre Neruda!¡Y el pobre Neruda!
Imagino que já disseram a ele que Stalingrado caiuSupongo que le habrán dicho que ya cayó Stalingrado
Imagino que já saiba de todo esse roloSupongo que ya sabrá de todo este tinglado
E deve estar se revirando na tumbaY estará revolviéndose en su tumba
O certo é que pudemos escrever versos mais tristes que os dele em noites de lascívia e PandemônioLo cierto es que pudimos escribir versos más tristes que los suyos en noches de lascivia y Pandemónium
Em noites que não desejo a ninguém porque depois de Al AlbaEn noches que no le deseo a nadie porque después de Al Alba
Todas vieram carregadas de abutres silenciosos e profecias sombriasTodas vinieron cargadas de buitres callados y oscuras profecías
O pobre Neruda, o ingênuo NerudaEl pobre Neruda, el ingenuo Neruda
Claro que vieram noites mais tristes e versos de fel, vai, o que ele achava?Claro que vinieron noches más tristes y versos de hiel, a ver, ¿qué se creía?
Já era hora de ele se tocarYa era hora de que se enterara
Mas não contem pra ele sobre Stalin, não coloquem a TV, isso nãoPero no le contéis de Stalin, no le pongáis la tele, eso no
Isso seria cruel demaisEso sería demasiado cruel
Melhor continuar com o show como naquele filme, Good Bye, Lenin!Mejor continuar con el show como en la peli esa, Good Bye, Lenin!
Partiríamos seu coração se ele soubesse como está a situação no mundo dos vivosLe partiríamos el corazón si se enterara de cómo está el percal en el mundo de los vivos
De como estragamos tudo e falhamos em tudo que podíamos falharDe cómo la jodimos y fallamos en todo lo que se podía fallar
Se ele soubesse, nunca mais escreveria um único poema de amorSi se enterara, jamás volvería a escribir ni un solo poema de amor
E todos os seguintes viriam tapados com estilhaços e concretoY todos los siguientes vendrían tapiados con metralla y hormigón
Nem uma única azucena, nem uma sóNi una sola azucena, ni una sola
E a gente também não quer issoY tampoco queremos eso
É demais para um poetaEs demasiado para un poeta



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