
Last Tango In Paris
Gato Barbieri
Solidão e anonimato em “Last Tango In Paris” de Gato Barbieri
“Last Tango In Paris”, composta por Gato Barbieri para o filme homônimo, transmite uma forte sensação de irrealidade e anonimato, refletindo o clima do longa de Bernardo Bertolucci. A música destaca como os personagens vivem como "nada além de sombra e névoa", sugerindo que suas existências são passageiras e desconectadas, marcadas por encontros casuais onde as identidades se perdem. A imagem do espelho que não reflete reforça essa ausência de identidade, enquanto o verso "o sangue em sua veia é tão sem vida quanto a chuva de ontem" aprofunda o sentimento de vazio e desilusão.
O tango, tradicionalmente ligado à paixão, aqui se transforma em um ritual de despedida. O "último tango" representa um encontro melancólico, onde a permanência é impossível. A frase "fazendo amor não por escolha, mas por acaso" evidencia a natureza automática e fortuita da relação, enquanto "um tema que arrancamos do passado" mostra que os personagens estão presos a memórias e padrões antigos, sem conseguir criar algo novo. A trilha, que mistura jazz e tango, reforça essa atmosfera de sensualidade triste e confusão emocional, traduzindo em música a experiência de dois estranhos que se encontram, se tocam e logo se perdem, como sombras que desaparecem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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