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Metáfora matemática e ironia em "Hipotenusa" dos GAULESES IRREDUTÍVEIS

Em "Hipotenusa", dos GAULESES IRREDUTÍVEIS, a escolha do termo matemático como metáfora central chama atenção por sua originalidade e ironia. Ao se comparar a "um dos quadrados dos catetos da hipotenusa", a letra sugere um sentimento de inutilidade, já que esse elemento, isoladamente, não tem função prática no cotidiano. Essa abordagem reforça a sensação de desvalorização e deslocamento após o fim de um relacionamento, trazendo um tom de desabafo cotidiano com pitadas de humor ácido.

A música narra a frustração de quem foi deixado de forma inesperada, usando imagens simples e diretas, como "eu jantei sozinho" e "só me deixou a dor e o que é que eu faço agora". O refrão destaca a sensação de ser descartável, ao repetir "aquela coisa que ninguém mais usa". A comparação com a faixa da direita, reservada para quem tem pressa, intensifica a ideia de ter perdido relevância e de estar à margem. O tom irônico se mantém ao longo da canção, transformando a dor do abandono em uma espécie de piada amarga. No final, a letra inverte o papel de "coisa inútil", atribuindo-o à pessoa que foi embora, sinalizando uma superação marcada por ironia, mas sem ressentimento.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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