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Blood On The Rooftops

Genesis

Crítica à apatia e à mídia em "Blood On The Rooftops"

Em "Blood On The Rooftops", do Genesis, a ironia já aparece no contraste entre o título, que sugere violência, e a rotina apática mostrada na letra. O trecho “Let's skip the news boy (I'll make some tea) / Arabs and Jews boy (too much for me)” (“Vamos pular as notícias, garoto (vou fazer um chá) / Árabes e judeus, garoto (é demais para mim)”) mostra como o excesso de notícias sobre conflitos mundiais leva à indiferença. O narrador prefere ignorar a gravidade dos acontecimentos e se refugiar em pequenos hábitos do dia a dia, como fazer chá. Esse distanciamento é reforçado quando ele reclama de debates políticos noturnos: “And the thing I hate--Oh Lord! / Is staying up late, to watch some debate, on some nation's fate.” (“E o que eu odeio – Oh, Deus! / É ficar acordado até tarde para ver algum debate sobre o destino de algum país.”)

A música também critica o escapismo e a alienação promovidos pela televisão. Referências a personagens como Batman, Tarzan e filmes antigos de Errol Flynn mostram como a TV dos anos 1970 misturava entretenimento e nostalgia, enquanto banalizava temas sérios. O verso “For when we got bored, we'd have a world war, happy but poor” (“Quando ficávamos entediados, fazíamos uma guerra mundial, felizes mas pobres”) ironiza a ideia de que o passado era melhor e critica a normalização da violência. O refrão mistura imagens de tragédia, beleza e exotismo: “Blood on the rooftops--Venice in the Spring / The Streets of San Francisco--a word from Peking” (“Sangue nos telhados – Veneza na primavera / As ruas de São Francisco – uma palavra de Pequim”), refletindo o fluxo caótico das notícias, onde tragédias e banalidades se misturam. No fim, a música sugere que, diante desse excesso de informação e da incapacidade de lidar com o sofrimento alheio, resta apenas o cansaço e a busca por pequenas fugas, como desligar a TV ou esperar a chuva interromper o jogo. O tom sarcástico e melancólico faz de "Blood On The Rooftops" uma crítica direta à apatia diante do mundo e à superficialidade da mídia.

Composição: Phil Collins / Steve Hackett. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Leone e traduzida por Leone. Legendado por sergio. Revisão por Izabella. Viu algum erro? Envie uma revisão.



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