
Govinda
George Harrison
Devoção e transcendência em “Govinda” de George Harrison
Em “Govinda”, George Harrison utiliza a repetição do verso em sânscrito “Govindam adi-purusam tam aham bhajami” para criar um ambiente meditativo e reverente, típico dos cânticos devocionais hindus. O uso do sânscrito, tradicionalmente reservado para textos sagrados, reforça o caráter espiritual da música e conecta o ouvinte à tradição milenar de adoração ao Senhor Krishna, chamado aqui de Govinda, considerado o ser supremo no Vaishnavismo.
A letra traz imagens clássicas de Krishna, como “Venum kvanantam aravinda-dalayataksam” (aquele que toca a flauta, com olhos como pétalas de lótus) e “Barhavatamsam asitambuda-sundarangam” (adornado com uma pena de pavão, com corpo belo como uma nuvem escura). Essas descrições exaltam tanto a beleza quanto a divindade de Krishna, inspirando sentimentos de admiração e entrega. O verso “Angani yasya sakalendriya-vrtti-manti” destaca a onipotência divina, sugerindo que todos os sentidos e funções do universo estão presentes em Krishna, reforçando sua posição como fonte primordial da criação.
A gravação, que reúne George Harrison, músicos ocidentais e devotos do movimento Hare Krishna, mostra a intenção de aproximar o público ocidental dessa experiência espiritual. “Govinda” tornou-se um símbolo da fusão entre culturas e da busca por transcendência através da música, sendo entoada diariamente nos templos da ISKCON como expressão de devoção e conexão com o divino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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