
Ai Deu Sodade
Geraldo Azevedo
Humor e cotidiano sertanejo em "Ai Deu Sodade"
"Ai Deu Sodade", de Geraldo Azevedo, retrata com leveza e bom humor a rotina de um casal do sertão nordestino. A música mostra o marido sempre inventando desculpas criativas para evitar as tarefas que a esposa lhe pede, como medo de se machucar, de ser mordido por cobra, falta de dinheiro ou pura preguiça. Esse jogo de empurra, comum em muitos casais, é apresentado de forma divertida, destacando a dinâmica de negociação no dia a dia.
O uso de expressões regionais como "véa" e "sodade", além das referências a comidas típicas como sarapaté, mingau e pirão, reforça a ambientação nordestina e aproxima o ouvinte do universo retratado. O refrão "E ai d'eu sodade" não só expressa nostalgia, mas também um desejo por tempos mais simples. O humor aparece ainda nos duplos sentidos, como em "Brincadeira de manhã cedo / Num é minha véa / Arrisca quebrá o pau", que pode ser entendido tanto literalmente quanto como uma insinuação sexual, mostrando a espontaneidade e a intimidade do casal.
No final, a esposa exagera na frustração, ameaçando o marido de forma cômica e lamentando o casamento: "Se eu subesse / Disso tudo / Num é minha véa / Eu num casava / Cum ocê". Assim, a canção transforma situações comuns do cotidiano sertanejo em cenas cheias de graça, identidade cultural e afeto.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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