
Arrumação
Geraldo Azevedo
Resiliência e cotidiano sertanejo em "Arrumação"
Em "Arrumação", Geraldo Azevedo retrata a vida do sertanejo nordestino com realismo e sensibilidade. O verso repetido “Futuca a tuia, pega o catadô, vamo plantá feijão no pó” destaca a rotina de trabalho árduo e a necessidade constante de recomeçar, mesmo diante das adversidades típicas do sertão, como a seca e a violência. O uso de expressões regionais e nomes como Josefina e Mãe Purdença aproxima o ouvinte do universo rural, mostrando personagens que representam a luta diária e a sobrevivência no interior.
A letra traz imagens marcantes do cotidiano, como a preparação para o plantio, a observação das chuvas e das fases da lua, além de referências ao Rio Gavião. Esses elementos reforçam a ligação do homem com a natureza e evidenciam tradições e crenças populares, como a influência da lua na agricultura e a presença dos ciganos no imaginário local. O trecho “Os ciganos já subiro bêra ri / É só danos todo ano nunca vi” sugere um ciclo de perdas e dificuldades, enquanto “Tudo qui juntei foi só prá ladrão” expressa a sensação de injustiça e desamparo. Apesar dos desafios, a música termina reafirmando a força e a esperança do povo nordestino, que segue em frente, organizando a vida e o trabalho.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Geraldo Azevedo e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: