Exibições da letra 4.901

Cantiga do Estradar

Geraldo Azevedo

A travessia sertaneja e a fé em "Cantiga do Estradar"

"Cantiga do Estradar", composta por Elomar e interpretada por Geraldo Azevedo, retrata a jornada de um viajante sertanejo como uma metáfora para a vida marcada por desafios, aprendizados e a busca por redenção. O uso do dialeto regional reforça a autenticidade da narrativa e aproxima o ouvinte da realidade do sertão. Versos como “sete didal de veneno / Traguei sem pestanejá” e “Sô irirmão do sufrimento” mostram o peso das dificuldades enfrentadas, indicando que o sofrimento é uma presença constante, mas também uma fonte de sabedoria e resistência.

A música aborda tanto uma jornada física quanto espiritual. Nos versos “Jesus livrô derna d'eu moço / Do Raivoso me paiá”, o personagem reconhece a proteção divina diante das tentações e perigos, simbolizados pelo “Tioso” (diabo). A letra também traz conselhos de vida, como “Nois prufiasse pra sê branco / Inda mais puro / Qui o capucho no algudão”, sugerindo a busca por pureza e bondade. Valores como solidariedade e perdão aparecem em “Qui num juntasse dividisse / Nem negasse a quem pidisse / Nossos terém nosso perdão”. Ao final, a canção expressa esperança de justiça e redenção, esperando o retorno do “Pai e Nosso Deus” em um mundo marcado por violência e mentira, conectando a experiência sertaneja a reflexões universais sobre fé, sofrimento e esperança.

Composição: Elomar. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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