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Memórias e saudade em “Coqueiros” de Geraldo Azevedo

A música “Coqueiros”, de Geraldo Azevedo, explora como a paisagem litorânea de Recife se entrelaça com lembranças afetivas e a saudade de um amor e de um tempo passado. No trecho “Por entre as palmas desse lugar / Por coqueiros de beira-mar”, o artista associa a imagem dos coqueiros à memória do amor, mostrando que o cenário natural funciona como um gatilho para reviver sentimentos e experiências marcantes. As referências às “águas verdes” e ao desejo de “ser maior do que esse mar” reforçam a ideia de que o mar simboliza tanto a intensidade das emoções quanto o desafio de superá-las.

O sentimento de nostalgia se aprofunda quando Geraldo Azevedo menciona Recife, as cirandas e o sal do mar, elementos típicos da cidade que, na música, ganham um tom de despedida e perda: “O sal do mar que derramei, chorei / Quando deixei tudo por lá”. Esse trecho evidencia a dor da partida e a saudade não só do lugar, mas também das pessoas e dos momentos vividos. O contraste entre as “praias tão sem cor” do presente e as lembranças vibrantes do passado, marcadas pelas “palmas dos coqueiros”, mostra como a ausência física do lugar e do amor muda a percepção do mundo ao redor. Assim, a música utiliza o cenário praiano como símbolo da saudade e da busca por reconexão com as raízes e os afetos.

Composição: Geraldo Azevedo, Marcus Vinicius. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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