
Matança
Geraldo Azevedo
Destruição ambiental e memória em "Matança" de Geraldo Azevedo
A música "Matança", de Geraldo Azevedo, faz uma crítica direta à destruição ambiental, mostrando como árvores centenárias são transformadas em objetos comuns, como "tamborete, mesa, cadeira, balcão de bar". Essa transformação evidencia a banalização da exploração da natureza e a perda de valor das riquezas naturais. Ao citar espécies como cedro, jacarandá e pau-brasil, símbolos da Mata Atlântica e da Amazônia, a canção reforça a ideia de que a exploração predatória ameaça a diversidade e o patrimônio natural do Brasil.
O verso "arvoredos seculares impossível replantar" destaca a irreversibilidade da devastação, transmitindo um sentimento de tristeza e impotência diante da perda das florestas. No final da letra, a enumeração de nomes de árvores funciona como um inventário afetivo, ressaltando a importância e a variedade das espécies ameaçadas. O trecho "Quem hoje é vivo corre perigo / E os inimigos do verde da sombra / O ar que se respira" amplia a crítica, mostrando que a destruição das matas afeta todo o equilíbrio ambiental e a vida humana. Ao afirmar "Não chame Nossa Senhora / Só quem pode nos salvar", a música sugere que a solução depende de ações concretas, e não apenas de fé, reforçando a urgência da preservação ambiental. Assim, "Matança" se apresenta como um manifesto pela consciência ecológica e pela valorização das raízes naturais e culturais do país.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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