
O Ciúme
Geraldo Azevedo
Paisagem emocional e nordestina em “O Ciúme” de Geraldo Azevedo
Em “O Ciúme”, Geraldo Azevedo transforma um sentimento universal em uma narrativa profundamente ligada ao Nordeste brasileiro. O Rio São Francisco, chamado de “Velho Chico”, é o elemento central da música e representa tanto a geografia afetiva do artista, nascido em Petrolina, quanto a natureza do ciúme: fluido, inevitável e sempre presente. Ao mencionar cidades como Petrolina e Juazeiro, separadas pelo rio, a letra sugere que o ciúme é uma presença constante, assim como o rio que conecta e separa as margens. Isso fica claro no verso: “Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia... Só vigia um ponto negro: Meu ciúme”, mostrando como o sentimento pode ser discreto, mas nunca ausente.
A música retrata o ciúme como uma sombra silenciosa que afeta relações e sentimentos de forma profunda, mesmo sem ser percebida. A imagem da “flecha preta” que “se viu ferido justo na garganta” indica que o ciúme atinge a comunicação, dificultando a expressão dos sentimentos. O refrão “E eu sou só eu, só eu, só eu” destaca a solidão e o isolamento causados por esse sentimento, mesmo em meio à riqueza cultural e à coletividade do Nordeste, celebradas no álbum “O Grande Encontro”. Assim, “O Ciúme” vai além de uma simples confissão, tornando-se uma reflexão sobre a dificuldade de compartilhar emoções e a busca por compreensão em meio à tradição e à afetividade nordestinas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Geraldo Azevedo e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: