Exibições da letra 127

Asa Branca / A Volta da Asa Branca (part. Elba Ramalho e Zé Ramalho)

Geraldo Azevedo

LetraSignificado

    Quando olhei a terra ardendo
    Qual fogueira de São João
    Eu perguntei a Deus do céu, ai
    Por que tamanha judiação?
    Eu perguntei a Deus do céu, ai
    Por que tamanha judiação?

    Que braseiro, que fornalha
    Nem um pé de plantação
    Por falta d'água perdi meu gado
    Morreu de sede meu alazão
    Por farta d'água perdi meu gado
    Morreu de sede meu alazão

    Inté mesmo a asa branca
    Bateu asas do sertão
    Entonce eu disse: Adeus Rosinha
    Guarda contigo meu coração
    Entonce eu disse: Adeus Rosinha
    Guarda contigo meu coração

    Hoje longe, muitas léguas
    Numa triste solidão
    Espero a chuva cair de novo
    Pra mim voltar pro meu sertão
    Espero a chuva cair de novo
    Pra mim voltar pro meu sertão

    Quando o verde dos teus olhos
    Se espalhar na plantação
    Eu te asseguro, não chore não, viu
    Que eu voltarei, viu, meu coração
    Eu te asseguro, não chore não, viu
    Que eu voltarei, viu, meu coração

    Já faz três noites que pro norte relampeia
    E a asa branca ouvindo o ronco do trovão
    Já bateu asas e voltou pro meu sertão
    Ai, ai, eu vou-me embora, vou cuidar da prantação'
    Já bateu asas e voltou pro meu sertão
    Ai, ai, eu vou-me embora, vou cuidar da prantação'

    A seca fez eu desertar da minha terra
    Mas felizmente Deus agora se alembrou
    De mandar chuva pra esse sertão sofredor
    Sertão das muié' séria, dos home' trabalhador
    De mandar chuva pra esse sertão sofredor
    Sertão das muié' séria, dos home' trabalhador

    Rios correndo, as cachoeira tão zoando
    Terra molhada, mato verde, que riqueza
    E a asa branca, tarde canta, que beleza
    Ai, ai, o povo alegre, mais alegre a natureza
    E a asa branca, tarde canta, que beleza
    Ai, ai, o povo alegre, mais alegre a natureza

    Sentindo a chuva, eu me arrescordo' de Rosinha
    A linda frô' do meu sertão pernambucano
    E se a safra não atrapaiá' meus pranos'
    Quê que há, aí ô Seu Vigário, vou casar no fim do ano
    E se a safra não atrapaiá' meus pranos'
    Quê que há, aí ô Seu Vigário, vou casar no fim do ano

    Composição: Humberto Teixeira, Luiz Gonzaga, Zé Dantas. Essa informação está errada? Nos avise.

    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Geraldo Azevedo e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção