
Eu Sou Negão
Gerônimo
Orgulho e resistência negra em “Eu Sou Negão” de Gerônimo
A música “Eu Sou Negão”, de Gerônimo, aborda de forma direta a disputa por espaço e reconhecimento entre blocos afro e trios elétricos no Carnaval da Bahia, especialmente nos anos 1980. O verso “Vá, pegue seu caminhão e siga seu caminho / Que a gente vai seguindo o nosso, meu irmão!” evidencia essa tensão, ao mesmo tempo em que afirma a autonomia e o orgulho dos blocos afro. Gerônimo utiliza esse diálogo para mostrar a resistência negra diante de estruturas que historicamente marginalizaram a cultura afro-brasileira.
A letra também celebra a ancestralidade e a riqueza da cultura afro-brasileira, destacando o Ilê Aiyê (“Sou do Curuzu, Ilê”), primeiro bloco afro do Brasil e símbolo de exaltação da identidade negra. O refrão “Eu sou negão / Meu coração é a liberdade” transforma uma expressão antes pejorativa em um grito de autoestima, como o próprio Gerônimo já explicou em entrevistas. Além disso, ao citar “macuxi” e “Roraima”, a música amplia o debate, conectando a luta negra à presença indígena e à diversidade cultural do país. As referências a locais emblemáticos de Salvador, como rua Chile, praça Castro Alves e Curuzu, aproximam a canção do cotidiano do Carnaval baiano, reforçando a valorização da identidade negra e a busca por igualdade e liberdade. “Eu Sou Negão” se tornou um hino de resistência e orgulho para a população afrodescendente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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