
Pergaminho
Ghard
Realidade periférica e resistência em “Pergaminho” de Ghard
Em “Pergaminho”, Ghard utiliza o termo do título como uma metáfora para o cigarro de maconha, um código bastante presente no rap e trap brasileiro. Ao dizer “De quebrada eu fumo um verde, beck gordo, pergaminho”, o artista não apenas faz referência ao consumo, mas também à vivência nas periferias e à busca por momentos de alívio em meio à tensão das ruas. Essa escolha reforça o tom urbano da música e aproxima o ouvinte da realidade retratada, marcada por códigos próprios e resistência cultural.
A letra aborda de forma direta o cotidiano das periferias urbanas, trazendo temas como atividades ilícitas, ostentação e sobrevivência. Trechos como “Desce pro trecho, saca a peça na cara do boyzão” e “Meu bonde tá abastecendo todas as lojas da vila” ilustram a busca por ascensão social por caminhos alternativos, muitas vezes à margem da lei. O uso de gírias, menções a armas, produtos importados e confrontos com a polícia reforça o clima de tensão e perigo constante. Ao mesmo tempo, versos como “Traje tipo met gala pra sair” e “Nova nave na garagem” mostram o desejo de status e reconhecimento, evidenciando o contraste entre a dureza do cotidiano e a vontade de ostentar. “Pergaminho” se destaca por retratar de forma autêntica a vida nas quebradas, sem romantizar, mas também sem esconder o orgulho e a identidade de quem faz parte dessa realidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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