
L'infinito
Giacomo Leopardi
A imaginação diante dos limites em “L'infinito” de Leopardi
Em “L'infinito”, Giacomo Leopardi utiliza a imagem da "siepe" (cerca) como símbolo das limitações físicas e sensoriais que enfrentamos. Essa barreira, longe de ser apenas um obstáculo, serve como ponto de partida para a expansão da imaginação. Leopardi mostra como, diante do que é finito e concreto, a mente humana pode transcender e criar "spazi interminati" (espaços intermináveis) e "silenzi sovrumani" (silêncios sobre-humanos). Esse contraste entre o mundo real e o ilimitado é central no contexto histórico e filosófico do poeta, que viveu em uma época marcada pelo pessimismo e pela reflexão sobre os limites da existência.
O ambiente contemplativo do poema se constrói a partir da observação silenciosa da natureza. Sentado diante da colina e da cerca, o poeta mergulha em introspecção profunda. O som do vento nas plantas funciona como contraponto ao "infinito silenzio" (silêncio infinito), levando Leopardi a refletir sobre o eterno, o passado e o presente. A comparação entre o silêncio e a voz do vento sugere uma busca pelo sentido da existência, em que o pensamento se "annega" (afoga) na imensidão do desconhecido. O verso final, “E il naufragar m'è dolce in questo mare” (“E naufragar é doce para mim neste mar”), resume a entrega prazerosa ao mistério do infinito. Para Leopardi, perder-se na contemplação é ao mesmo tempo assustador e doce, revelando a profundidade da experiência humana diante do desconhecido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Giacomo Leopardi e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: