
Minha Princesa Cordel (part. Roberta Sá)
Gilberto Gil
Tradição e romance nordestino em “Minha Princesa Cordel”
“Minha Princesa Cordel (part. Roberta Sá)”, de Gilberto Gil, explora a relação entre amor, destino e a cultura nordestina, elementos centrais da novela “Cordel Encantado”, para a qual a música foi composta. A letra utiliza imagens como “o amor cavou, o amor furou / Fundo no chão / No coração do meu sertão” para mostrar que o sentimento amoroso está profundamente ligado à terra natal, sendo parte essencial da identidade do personagem e do ambiente sertanejo. O amor é apresentado como algo que oferece abrigo, mas também traz desafios, sendo ao mesmo tempo “doce como açúcar” e “intenso como sal”.
A canção brinca com papéis simbólicos do sertão e dos contos de fadas, como “princesa”, “guerreiro” e “cangaceiro”. Ao dizer “meu cangaceiro / que me pegou / me carregou / que me plantou no seu quintal”, a música mistura romance com a força e a luta típicas do sertão, sugerindo que o amor é conquista e acolhimento. O trecho “me devolveu / minha casa real / minh'alma original / meu vaso de cristal / e o meu ponto final” indica que, ao encontrar esse amor, a personagem recupera sua essência e seu lar.
Por fim, a ideia de destino compartilhado aparece em “Nossos destinos / Desde meninos dão-se as mãos”, reforçando o tom de fábula e predestinação típico da literatura de cordel. A música celebra um amor que resiste ao tempo e às adversidades, mantendo-se firme até “tudo acabar”, em sintonia com a cultura popular nordestina e o universo da novela.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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