
Domingo No Parque
Gilberto Gil
Tragédia e cotidiano em "Domingo No Parque" de Gilberto Gil
Em "Domingo No Parque", Gilberto Gil transforma um cenário de lazer, o parque de diversões, em palco para uma tragédia marcada por ciúme e violência. O contraste entre o ambiente alegre e o desfecho dramático destaca a habilidade do artista em abordar temas universais a partir do cotidiano. A narrativa direta apresenta o triângulo amoroso entre José, João e Juliana, usando elementos simples como a feira, a construção, o sorvete e a rosa para construir uma história de traição e fatalidade.
A música faz parte do movimento tropicalista, refletido tanto na mistura de ritmos quanto na ousadia dos arranjos, que incluíram guitarras elétricas e surpreenderam o público mais conservador. Gil utiliza imagens visuais fortes, como em “O espinho da rosa feriu o Zé” e “O sorvete gelou seu coração”, para mostrar o impacto emocional do flagrante de Juliana com João. O vermelho do sorvete e da rosa, repetido na cena do crime (“Olha a faca! Olha o sangue na mão”), reforça a ligação entre paixão, desejo e violência. No final, a ausência da feira e da construção simboliza a ruptura da rotina e da vida, mostrando como o ciúme pode destruir não só relações, mas também o cotidiano dos envolvidos. A canção permanece atual por retratar dramas humanos com linguagem acessível e imagens marcantes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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