
Água de Meninos
Gilberto Gil
Memória e resistência em "Água de Meninos" de Gilberto Gil
"Água de Meninos", de Gilberto Gil, retrata a destruição da antiga feira homônima em Salvador como uma perda que vai além do material, atingindo profundamente a identidade e o cotidiano da cidade. Gil utiliza versos como “quero rede e tangerina / quero o peixe desse mar” para reconstruir o ambiente simples e vibrante da feira, ressaltando seu valor afetivo e cultural para a população local. O incêndio que devastou a feira é apresentado como uma tragédia coletiva, evidenciado nos versos “Tocaram fogo na feira / Ai, me dia, mi'a sinhá / Pra onde correu o povo / Pra onde correu a moça / Vinda de Taperoá?”, que mostram o impacto repentino e doloroso sobre quem vivia e trabalhava ali.
A música também faz críticas ao poder público, sugerindo que a destruição da feira não foi apenas um acidente, mas resultado de decisões governamentais: “Atrás do moinho o governo / Que quis a feira acabar”. Essa conexão entre contexto histórico e letra reforça que o fim da feira envolveu interesses externos à comunidade. Ao repetir “Abre a roda pra sambar”, Gil propõe a resistência cultural e a celebração da vida mesmo diante da perda, transformando a saudade em memória coletiva. A figura da moça “vestida de rendas” simboliza tradição e esperança, reforçando o tom nostálgico da canção, mas sempre ligado à realidade social do povo baiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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