
A Ciência Em Si
Gilberto Gil
Reflexão sobre conhecimento e mistério em “A Ciência Em Si”
A música “A Ciência Em Si”, de Gilberto Gil, propõe uma visão inovadora sobre o conhecimento científico. Gil e Arnaldo Antunes sugerem que a ciência não se limita a métodos racionais e didáticos, mas envolve também intuição, experiência e criatividade — elementos geralmente associados à arte. Quando afirmam “a ciência não se aprende / a ciência apreende / a ciência em si”, eles desafiam a ideia de que o saber científico é apenas transmitido de forma formal, indicando que ele é absorvido de maneira subjetiva e pessoal. O uso de palavras como “apreende” e “insemina” reforça essa ideia, mostrando que o conhecimento científico se desenvolve internamente em cada indivíduo, indo além da simples instrução.
Segundo Gil, a canção valoriza a criatividade e a espiritualidade no processo científico, aproximando ciência e arte como expressões culturais igualmente inventivas. A letra destaca a tensão entre razão e intuição, como no trecho “Se a crença quer se materializar / Tanto quanto a experiência quer se abstrair”, mostrando que tanto a fé quanto a experiência sensível buscam ultrapassar seus próprios limites. Ao dizer “a ciência não avança / a ciência alcança”, a música sugere que o progresso científico não é linear, mas sim um processo contínuo de compreensão, onde o mistério e o desconhecido têm papel fundamental. Assim, “A Ciência Em Si” convida o ouvinte a refletir sobre o significado do conhecimento, celebrando a busca constante e a beleza do mistério.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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