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De Ouro e Marfim

Gilberto Gil

Homenagem a Tom Jobim em “De Ouro e Marfim” de Gilberto Gil

Em “De Ouro e Marfim”, Gilberto Gil presta uma homenagem sensível a Tom Jobim, destacando sua importância para a música brasileira. Ao chamá-lo de “Curumim da mata virgem / De ouro e marfim”, Gil une elementos da cultura indígena, como a palavra “curumim” (criança indígena), à ideia de pureza e ligação ancestral com a terra. Já “ouro e marfim” simbolizam preciosidade e sofisticação, características presentes na obra de Jobim. Essa fusão ressalta Jobim como um artista genuinamente brasileiro, mas com valor universal.

A letra se passa “à beira-mar / nesta noite de ano-novo / nesta festa de Iemanjá”, conectando a homenagem ao sincretismo religioso e às tradições culturais do Brasil. A referência à festa de Iemanjá, orixá das águas, e ao Réveillon de Copacabana, onde a música foi apresentada pela primeira vez, reforça o clima de celebração coletiva e reverência. Ao descrever Jobim como “patrono dessa ordem / venerável da canção”, Gil reconhece sua influência fundamental na música popular brasileira, colocando-o como um guia artístico para as gerações futuras. O refrão repetitivo, quase ritualístico, transforma a canção em um tributo respeitoso à grandeza de Antonio Carlos Jobim.

Composição: Gilberto Gil. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Amanda. Revisões por 3 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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