
Essa É Pra Tocar No Rádio
Gilberto Gil
Crítica à indústria musical em “Essa É Pra Tocar No Rádio”
Em “Essa É Pra Tocar No Rádio”, Gilberto Gil faz uma crítica irônica ao sistema das rádios brasileiras dos anos 1970, que priorizavam músicas consideradas "comerciais" e seguiam critérios pouco claros para definir o que seria sucesso. A repetição do verso “Essa é pra tocar no rádio” funciona como uma provocação direta, mostrando como qualquer canção pode ser rotulada dessa forma se for conveniente para o sistema. Gil cita personagens do cotidiano, como o chofer de táxi, o moço do bar e o ouvinte do interior, para mostrar que a música parece se encaixar em qualquer situação, mas, na verdade, expõe o absurdo dos critérios usados pelas rádios.
O contexto da Ditadura Militar traz uma camada extra de crítica: ao insistir que a música é "pra tocar no rádio", Gil sugere que nem tudo o que é feito para o público realmente chega até ele, já que a censura e os interesses comerciais filtravam o que era transmitido. A própria trajetória da faixa reforça essa ironia, pois, apesar do título, ela não teve grande execução nas rádios. Assim, Gil brinca com o ciclo do sucesso radiofônico e questiona quem realmente decide o que o povo vai ouvir.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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