
Objeto Semi Identificado
Gilberto Gil
Reflexões sobre existência e linguagem em “Objeto Semi Identificado”
Em “Objeto Semi Identificado”, Gilberto Gil explora os limites da canção tradicional ao unir experimentação sonora e questionamentos filosóficos. A música traz um diálogo fragmentado, repleto de referências ao infinito, à morte e à cultura, refletindo influências do tropicalismo, do concretismo e da estética de colagem, como em “Revolution 9” dos Beatles. Gil utiliza frases como “Tudo é número. O amor é o conhecimento do número e nada é infinito” para mostrar a tentativa de racionalizar sentimentos e conceitos abstratos, ao mesmo tempo em que questiona se é possível compreender totalmente o mundo e o amor. Esse tema aparece em outras músicas da trilogia de “objetos” do artista.
A letra mistura imagens como “línguas como que de fogo” e “a eternidade é a mulher do homem”, trazendo referências bíblicas e filosóficas que sugerem uma busca espiritual e existencial. Quando Gil fala da cultura e da civilização como “alimento”, ele reforça que o conhecimento só tem valor quando é assimilado de forma vital, não apenas intelectual. O número 8, chamado de “o infinito em pé”, e sua divisão, simbolizam a consciência da incompletude e da dualidade da existência: “a metade do infinito, da qual metade sou eu, e outra metade é o além de mim”. Assim, Gil propõe uma reflexão sobre identidade, finitude e transcendência, usando uma linguagem experimental para desafiar o ouvinte a repensar o real e o desconhecido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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