
As Coisas
Gilberto Gil
Inquietação e transformação em "As Coisas" de Gilberto Gil
Em "As Coisas", Gilberto Gil explora a ideia de que tudo ao nosso redor está em constante transformação. A frase final, "as coisas não têm paz", resume essa inquietação: mesmo os objetos mais simples, definidos por características como peso, massa, volume, cor e valor, nunca alcançam um estado de repouso absoluto. Essa reflexão, inspirada no poema original de Arnaldo Antunes, mostra que, apesar de tentarmos classificar e entender o mundo de forma objetiva, sempre existe algo instável e imprevisível nas coisas.
O contexto do álbum "Tropicália 2" e a parceria entre Gilberto Gil e Arnaldo Antunes reforçam essa proposta de questionar e expandir os limites da arte e da percepção. A música mistura elementos do rock com instrumentos brasileiros, traduzindo musicalmente essa multiplicidade e inquietação. Ao listar de forma quase científica as propriedades dos objetos e concluir que "as coisas não têm paz", Gil sugere uma metáfora para a condição humana e para a sociedade contemporânea: por mais que tentemos definir, medir e controlar o mundo, sempre resta um aspecto de movimento e instabilidade, refletindo o espírito do tropicalismo de misturar, questionar e reinventar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Gilberto Gil e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: