
Iemanjá
Gilberto Gil
Fé, mar e sincretismo em “Iemanjá” de Gilberto Gil
Em “Iemanjá”, Gilberto Gil utiliza a repetição do verso “Iemanjá - só se vê mar” para destacar a presença constante da divindade e transmitir a imensidão e o mistério do oceano. O mar, nesse contexto, representa tanto a fonte de vida quanto o perigo enfrentado diariamente pelos pescadores. A letra narra a rotina de Mané, um pescador que depende do mar para sobreviver, enquanto sua esposa permanece na praia, rezando por sua segurança. Essa dinâmica revela a relação de fé e esperança típica das comunidades pesqueiras, onde o mar é visto como um espaço sagrado e imprevisível, protegido por Iemanjá.
A canção está profundamente ligada ao candomblé e ao sincretismo religioso brasileiro, evidenciado quando Gil menciona “Salve Nossa Senhora, Salve Nosso Senhor”. Aqui, elementos do catolicismo se misturam às tradições afro-brasileiras, mostrando como essas crenças coexistem e se complementam na cultura popular. Iemanjá é apresentada como “rainha”, “bonita” e “mulher”, simbolizando maternidade, proteção e a força feminina diante das adversidades. O retorno de Mané, mesmo com pouca pesca, é celebrado como uma vitória da fé e da esperança, ressaltando que o mais importante é a vida preservada. Assim, a música se torna um retrato sensível da espiritualidade, resiliência e identidade afro-brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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