
Lavagem do Bonfim
Gilberto Gil
Tradição e fé baiana em “Lavagem do Bonfim” de Gilberto Gil
Em “Lavagem do Bonfim”, Gilberto Gil retrata a forte ligação entre tradição religiosa e celebração popular na cultura baiana. Ele utiliza referências concretas do percurso da festa, como “talagada de batida na Praça Cairu” e a subida pelo Elevador Lacerda, para mostrar que a caminhada até a Colina Sagrada é mais do que um simples deslocamento: é um verdadeiro rito de passagem. Cada etapa do trajeto carrega tanto o peso da fé quanto a leveza da festa, como fica claro no verso “Mais parece um corredor que envereda / Uma pista de corrida a correr pro céu azul”, sugerindo que o caminho é também uma busca espiritual, cheia de emoção e expectativa.
O sincretismo religioso, elemento central da Lavagem do Bonfim, aparece de forma sutil na letra, especialmente quando Gil menciona “o santo serve o caruru”. Essa referência une tradições católicas e afro-brasileiras, já que o caruru é um prato típico das festas de origem africana. A presença das baianas de branco, o som de instrumentos como “timbau, pandeiro, som de guitarra” e a “zona franca de folia, de fé, de devoção” reforçam a ideia de que a festa é, ao mesmo tempo, um espaço de alegria coletiva e de profunda religiosidade. No final, a mistura de suor, águas e mágoas para “lavar o chão” simboliza a purificação não só do espaço sagrado, mas também das emoções dos participantes, tornando a Lavagem do Bonfim um momento de renovação e pertencimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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