
Marginália 2
Gilberto Gil
Reflexão crítica sobre o Brasil em "Marginália 2" de Gilberto Gil
Em "Marginália 2", Gilberto Gil adota uma postura de autocrítica logo no início, reconhecendo-se como parte dos problemas do Brasil, e não apenas como vítima. O trecho “Pão seco de cada dia / Tropical melancolia / Negra solidão” expressa a sensação de privação e tristeza que marca o cotidiano brasileiro, reforçando o tom melancólico da música. A repetição de “Aqui é o fim do mundo” destaca o sentimento de isolamento e abandono, ao mesmo tempo em que ironiza a posição periférica do Brasil no cenário internacional, especialmente ao se referir ao país como “Terceiro Mundo”.
A letra utiliza referências culturais para aprofundar sua crítica social. Ao adaptar o verso clássico “Minha terra tem palmeiras”, do poema “Canção do Exílio”, Gil e Torquato Neto subvertem a imagem de paraíso tropical, associando as palmeiras ao “vento forte da fome, do medo e muito / Principalmente da morte”, mostrando a dura realidade do país. A frase “Oh, yes, nós temos banana” faz referência à canção de Braguinha e Alberto Ribeiro, ironizando o estereótipo internacional do Brasil como um país exótico e abundante, enquanto enfrenta sérios problemas sociais. O arranjo denso de Rogério Duprat reforça o clima de confissão e crítica, tornando "Marginália 2" um retrato complexo das angústias e esperanças brasileiras no contexto do tropicalismo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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