
O Fim da História
Gilberto Gil
Ciclos históricos e ambiguidade em “O Fim da História”
Em “O Fim da História”, Gilberto Gil aborda a ilusão de que é possível encerrar ciclos históricos de forma definitiva. Logo no início, ele exemplifica essa ideia com os versos “Basta ver que um povo / Derruba um czar / Derruba de novo / Quem pôs no lugar”, mostrando que, mesmo após grandes rupturas, como a queda do czar ou a derrubada do Muro de Berlim, padrões de poder e conflito tendem a se repetir. Gil sugere que a história é cíclica, e não linear, e que as tentativas de colocar um ponto final em processos históricos acabam sendo temporárias.
A música também destaca a dualidade de personagens históricos, como Lampião, descrito como “anjo e capeta, bandido e herói”. Essa ambiguidade mostra como figuras do passado podem ser vistas de formas opostas, dependendo do contexto e do olhar de cada época. O trecho “Passaram-se os anos, eis que um plebiscito / Ressuscita o mito que não se destrói” reforça a ideia de que certos fenômenos e personagens retornam sob novas formas, impulsionados pela memória coletiva e pelas necessidades sociais do presente.
Ao afirmar “Nunca vai parar / Inferno de Dante / Céu de Jeová”, Gil sintetiza a visão de que o ciclo entre extremos – bem e mal, começo e fim – é interminável. O tom reflexivo da canção convida o ouvinte a repensar a noção de progresso histórico, sugerindo que a história está sempre em movimento, reinventando-se continuamente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Gilberto Gil e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: