
Joia Rara
Gilberto Gil
Entre elementos e fé em “Joia Rara”, de Gilberto Gil
A canção se comporta como um manual de atenção disfarçado de cantiga sobre a natureza. O vínculo entre “uma joia rara” e “um tanto sofrer” indica que, para Gilberto Gil, o valor nasce do atrito da vida. Como tema de abertura da novela homônima, ela instaura um clima de travessia e adaptação: “Ontem veio a chuva / Hoje veio o vento / A qualquer momento / O fogo virá”. Os quatro elementos — “Água e ar e fogo / Terra pedregosa” — condensam a imprevisibilidade do cotidiano e pedem vigilância afetiva: “Coração vadio / Tem que estar atento / Pois cada elemento / Terá seu lugar”. Ao aproximar “terra pedregosa” de “pedra preciosa”, a letra destaca a convivência entre o áspero e o valioso, reforçada pelo contraste entre “Um canto na alma” e “Um tapa na cara”.
Quando convoca “Buda há de escutar” e “Buda há de encontrar”, a canção aponta uma busca de sentido em meio à prova — “No meio do rio / No meio da noite / Ao fisgar do açoite”. O barqueiro surge como figura de travessia, e a fé na escuta e no encontro de Buda funciona como norte de serenidade. Essa espiritualidade vira ética do equilíbrio: “Justo, justo meigo / Entre o belo e o feio / Longe do receio / Perto do sonhar”. A mensagem final é aprender a aceitar os opostos sem abandonar o sonho: o amor ora se esconde, ora ampara; e a “joia rara” pode ser o afeto que resiste ou a sabedoria que nasce do “certo penar”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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