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Briga no Carreiramento

Gildo de Freitas

Letra

    Um certo dia no carreiramento
    Andei peleando lá pelo corredor
    Tava peleando com mais de um cento
    E uma china então saiu a meu favor
    Pregou-lhe o grito e entrou no rodeio
    E puxou logo a espada da cintura
    O menor talho que ela deu foi palmo e meia
    Que coube dentro umas quarenta rapaduras

    (Aquela china veia chegava dar rodeio para quatro ou cinco policia, siô)

    Parou a briga e eu levei a china
    E no local então ficou algum defunto
    Parece até que aquilo era nossa sina
    Matar alguém para depois nóis viver junto
    Levei a china lá pra o meu ranchinho
    E ela quem me prepara o chimarrão
    Tomemo o verde abaixo de carinho
    Só se cuidado de alguma traição

    (Mulher valente assim não dá em toceira rapaziada)

    Mulher valente no rancho é um respeito
    Porque se acaso qualquer um gavião
    Querer da china arrancar proveito
    Pois pode crer que ele entra no facão
    Eu no meu rancho me vendo agredido
    Dou tantos tiros de fazer defunto
    A china velha dá um nó no vestido
    Vem pro meu lado e peleia junto.

    Composição: Gildo De Freitas. Essa informação está errada? Nos avise.

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