
Um Capoeira
Giovani Cidreira
Racismo e resistência em "Um Capoeira" de Giovani Cidreira
"Um Capoeira", de Giovani Cidreira, aborda de forma direta como o racismo e o preconceito afetam a juventude negra em espaços públicos, especialmente na praia do Buracão, em Salvador. O verso “Tem medo de mim, você nem me conhece mais” evidencia o racismo estrutural, mostrando que o medo da sociedade não se baseia em experiências reais, mas em estereótipos e desconhecimento. A repetição de “Está tudo bem” traz um tom ambíguo: pode indicar resignação diante da exclusão, mas também destaca a resiliência e a capacidade de seguir em frente apesar das dificuldades.
A imagem do muro, presente em “Seu muro não me alcança / E na sua falha você vai me ver dançar”, representa as barreiras sociais e raciais impostas à juventude negra, mas também a possibilidade de superá-las por meio da resistência cultural e da celebração da própria identidade. O título faz referência à capoeira, tradição afro-brasileira que mistura luta e dança, simbolizando resistência e enfrentamento das estruturas opressoras, em sintonia com ideias de descolonização discutidas por Frantz Fanon. O sentimento de deslocamento, expresso em “Me sinto estrangeiro, sempre vou dizer adeus”, reforça a sensação de não pertencimento causada pelo racismo, mas também aponta para a busca de liberdade e afirmação, como em “Volta pra casa livre”. Assim, a música se apresenta como um manifesto de resistência, denunciando o preconceito e celebrando a força da juventude negra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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