
Vale de Lágrimas
Goiano e Paranaense
“Vale de Lágrimas”: dor dos pais e retrato social caipira
“Vale de Lágrimas” amarra fé popular e crônica social. O título ecoa a expressão católica do “vale de lágrimas” e dialoga com o LP de estreia da dupla, “Lágrimas de Pai” (1988), reforçando o foco no sofrimento dos pais. Cantada por Goiano e Paranaense, nomes da música caipira raiz, a história parte do cotidiano rural para tratar de algo universal: o tempo voa “igual chuva de verão”, a juventude vai embora e ficam a saudade e a preocupação. As imagens de “fumaça” e “carvão” sugerem o que se consome e não volta, preparando a dor de ver um filho “sem rumo e sem direção”. O “vale de lágrimas” funciona como metáfora da dureza da vida terrena e, ao mesmo tempo, literaliza o choro de pai e mãe, ampliando o drama familiar para um sentimento coletivo.
A narrativa é direta e dura: apesar da rotina responsável — pai no trabalho, mãe cuidando de casa e crianças —, um filho obedece e outro “sem educação” desrespeita, a ponto de “fazer da mãe gato e sapato” (expressão que significa humilhar e pisar em quem cuida). O casal se tranca no quarto e chora, revelando uma dor silenciosa que muitas famílias escondem. O recado social vem claro: “falta mais compreensão”, crescem vícios e violência, e os crimes desfilam na televisão. Vindo de artistas ligados às realidades do campo, o lamento vira registro de época ainda atual. No desfecho, há uma moral sem moralismo: pai e mãe dão o que podem, a vida é incerta, e fica o pedido por empatia e cuidado antes que o tempo passe de vez.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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