
Pois É, Seu Zé
Gonzaguinha
Crítica social e ironia em "Pois É, Seu Zé" de Gonzaguinha
Em "Pois É, Seu Zé", Gonzaguinha faz uma crítica direta à indiferença da sociedade diante do sofrimento alheio. A imagem recorrente da "plateia aplaudindo e pedindo bis" expõe a ironia de um público que assiste passivamente às dificuldades do protagonista, como se sua luta diária fosse apenas um espetáculo. Expressões como "matar cachorro a grito" e "dar nó em pingo d'água" reforçam o cenário de sobrevivência extrema, mostrando o esforço quase sobre-humano necessário para enfrentar a falta de recursos. Esse olhar crítico ganha ainda mais peso ao considerar o contexto da ditadura militar, período em que Gonzaguinha teve várias músicas censuradas por abordar temas sociais e denunciar injustiças.
A letra também destaca a pressão para que as pessoas escondam suas dores e aparentem felicidade, evidenciada no verso "te vira, bota um sorriso nos lábios". Metáforas como "andar na corda bamba" e "ser equilibrista" ilustram a necessidade constante de equilíbrio e resiliência diante das adversidades. Ao se chamar de "comodista" e "verdadeiro artista", o personagem sugere que a sobrevivência diária se transforma em uma performance forçada, feita para agradar uma sociedade que prefere o entretenimento à empatia. Assim, a música se destaca como um retrato irônico e contundente da alienação urbana e da luta solitária por dignidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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