Afirmação e resistência popular em “É” de Gonzaguinha
A música “É”, de Gonzaguinha, utiliza a repetição enfática do verso “É!” como um grito coletivo de afirmação dos direitos e desejos do povo brasileiro. Cada verso se transforma em uma declaração de resistência e esperança, especialmente ao rejeitar estereótipos depreciativos. Isso fica claro em frases como “A gente não tem cara de panaca” e “A gente não tem jeito de babaca”, que reforçam a dignidade e a identidade do povo diante de situações de opressão ou desrespeito.
A letra expressa de forma direta e otimista o desejo por uma vida plena, onde amor, suor, humor e prazer são vistos como direitos básicos. Gonzaguinha usa uma linguagem acessível para listar desejos universais — carinho, atenção, saúde, liberdade e felicidade — e conecta esses anseios à luta por cidadania e respeito. O trecho “A gente quer viver pleno direito / A gente quer viver todo respeito / A gente quer viver uma nação / A gente quer é ser um cidadão” resume o desejo de reconhecimento e participação ativa na sociedade, refletindo o contexto histórico de busca por democracia e justiça social no Brasil dos anos 1980.
Outro destaque é a expressão “A gente não está com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela”, que utiliza uma imagem popular para afirmar que o povo não está vulnerável ou disponível para ser explorado, reforçando a recusa à passividade diante de abusos. Assim, “É” se consolida como um manifesto de autoestima coletiva, esperança e exigência de respeito, permanecendo atual na defesa dos direitos e da dignidade humana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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