
Achados e Perdidos
Gonzaguinha
Memória e denúncia social em “Achados e Perdidos” de Gonzaguinha
Em “Achados e Perdidos”, Gonzaguinha utiliza imagens como o “Beco das liberdades, estreita e esquecida” para criticar de forma sutil a repressão e o silenciamento impostos pela ditadura militar no Brasil. O beco representa os espaços marginais onde a busca por liberdade e justiça era relegada, longe dos olhos da sociedade. A referência aos anúncios insistentes nos jornais sobre pessoas que “não voltou mais” faz alusão direta à prática dos familiares de desaparecidos políticos, que publicavam notas em busca de notícias dos entes sumidos. Isso evidencia a dor, a impotência e o desespero diante do desaparecimento forçado, uma realidade marcante daquele período.
A letra constrói uma narrativa de ausência e incerteza, marcada pela repetição de perguntas sem resposta: “Mas eu pergunto e a resposta / É que ninguém sabe / Ninguém nunca viu”. Essa sensação de vazio e desamparo reflete o clima de medo e censura da época, em que informações eram ocultadas e o paradeiro dos desaparecidos permanecia um mistério. Ao citar a “Avenida Brasil”, uma das principais vias do Rio de Janeiro, em contraste com o beco marginal, Gonzaguinha reforça como as histórias dos oprimidos eram ignoradas diante da grandiosidade e indiferença da sociedade. Assim, a canção transforma a dor individual em uma denúncia coletiva, dando voz à saudade e à luta dos que ficaram.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Gonzaguinha e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: