
Asa Branca
Gonzaguinha
A força da esperança e saudade em "Asa Branca" de Gonzaguinha
A música "Asa Branca", interpretada por Gonzaguinha, utiliza a imagem da ave que dá nome à canção como símbolo do impacto devastador da seca no sertão nordestino. Segundo a tradição popular, a asa branca só abandona a região quando a situação se torna insustentável, o que reforça o sentimento de desolação e urgência. O verso “Inté mesmo a asa branca bateu asas do sertão” conecta essa metáfora à experiência do retirante, que, assim como a ave, é forçado a partir em busca de sobrevivência.
A letra retrata de forma direta e emocionante a dura realidade do sertanejo diante da seca, marcada pela perda dos animais, das plantações e da própria terra, como em “Por farta d'água perdi meu gado / Morreu de sede meu alazão”. O tom nostálgico aparece na saudade de Rosinha e na esperança de retorno, expressa em “Espero a chuva cair de novo / Para mim vorta pro meu sertão”. A promessa de voltar quando a chuva trouxer vida ao sertão reforça a ligação afetiva com a terra e com quem ficou para trás, mostrando que, apesar do sofrimento, há espaço para esperança e reencontro.
Além de descrever com precisão o sertão e seu clima, "Asa Branca" se tornou um símbolo cultural, especialmente nas festas juninas, por traduzir a resistência, a fé e a identidade do povo nordestino. A versão de Gonzaguinha mantém viva essa tradição, ressaltando a força da memória familiar e coletiva em torno da música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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