
A Fábrica de Sonhos
Gonzaguinha
Crítica social e ironia em "A Fábrica de Sonhos" de Gonzaguinha
Em "A Fábrica de Sonhos", Gonzaguinha faz uma crítica direta ao chamado "milagre econômico" do regime militar, desmontando a ideia de prosperidade propagada pelo governo. Logo no início, o contraste entre "milagre" e "vinagre" expõe a diferença entre as promessas oficiais e a realidade vivida pelo povo. O artista usa uma linguagem coloquial e expressões populares para mostrar como o sonho vendido era, na verdade, vazio, como no trecho: "A fábrica de sonhos acabou / Era um bom bom-bocado, cado sem licor". Aqui, Gonzaguinha sugere que o que foi oferecido ao povo era insosso, sem substância.
A música também faz referência à "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", movimento que apoiou o golpe militar, de forma crítica: "Marchando, por minha família, pedindo a Deus". Gonzaguinha aponta para a ingenuidade ou manipulação dos que acreditaram que o regime traria salvação e ordem. O verso "Pois a redentora prece, pariu Mateus" traz um duplo sentido, onde "Mateus" representa o próprio regime, que, em vez de redimir, trouxe sofrimento: "Mateus a muitos matou e manteve a dor". A repetição de "Será que ocês vai tê qui marchá traveis" ironiza a possibilidade de o povo repetir os mesmos erros, reforçando o tom de alerta. O uso de termos como "simancol" (bom senso) aproxima a crítica do cotidiano popular, tornando a mensagem mais acessível e incisiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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