
Bagaceiro Chinelão
Graforréia Xilarmônica
Crítica social e humor ácido em “Bagaceiro Chinelão”
“Bagaceiro Chinelão”, da Graforréia Xilarmônica, utiliza ironia e humor para transformar personagens marginalizados em protagonistas de uma crônica social. O título já antecipa o tom da música ao misturar gírias regionais de sentido pejorativo, como “bagaceiro” e “chinelão”, termos usados para rotular pessoas consideradas de baixa renda ou comportamento inadequado. A banda expõe, de forma sarcástica, o olhar elitista e excludente presente na sociedade gaúcha.
Um dos momentos marcantes da letra é o episódio em que o pai, mesmo contrariado, busca água, mas não entrega ao visitante. Essa cena critica a mesquinharia e a falta de empatia do cotidiano, sugerindo que a indiferença pode ser castigada, como na imagem do deserto onde “não vai ter nada pra beber” nem “pra comer”. Na segunda parte, a música aprofunda a exclusão social ao apresentar Moisés, personagem que, apesar do nome bíblico, é apelidado de “fimose” desde criança, evidenciando o bullying e a crueldade das relações sociais. As descrições de “velhas roupas em farrapos” e “vinte mil perebas” reforçam o estigma e a marginalização. Ao misturar referências religiosas, gírias e situações do dia a dia, a Graforréia Xilarmônica faz uma crítica social direta, usando o deboche para destacar o preconceito, a exclusão e a hipocrisia presentes na sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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