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Na Madureira Moderníssima, Hei Sempre de Ouvir Cantar Um Sabiá

Grazzi Brasil

Letra

    Axé, sou eu
    Mestiça, morena de Angola, sou eu
    No palco, no meio da rua, sou eu
    Mineira faceira, sereia a cantar, deixa serenar
    Que o mar de Oswaldo Cruz a Madureira
    Mareia a brasilidade do meu lugar
    Nos versos de um cantador

    O canto das raças a me chamar ôôôô
    De pé descalço no templo do samba estou
    É rosa, é renda pra águia se enfeitar
    Folia, furdunço, ijexá
    Na festa de Ogum beira-mar
    É ponto firmado pros meus orixás

    Eparrei oyá, eparrei
    Sopra o vento, me faz sonhar
    Deixa o povo se emocionar bis
    Tua filha voltou minha mãe

    Pra ver a Portela tão querida
    E ficar feliz da vida
    Quando a velha guarda passar
    A negritude aguerrida em procissão
    Mais uma vez deixei levar meu coração
    A Paulo, meu professor
    Natal nosso guardião
    Candeia que ilumina o meu caminhar
    Voltei 'a avenida saudosista
    Pro azul e branco modernista eternizar
    Voltei e fiz um pedido à padroeira
    Nas cinzas dessa quarta-feira comemorar

    Nossas estrelas no céu, estão em festa
    La vem Portela com as bênçãos de oxalá

    No canto de um sabiá
    Sambando até de manhã
    Sou Clara guerreira, a filha de Ogum com Iansã

    Composição: José Carlos, Zé Miranda, Jorge do Batuke, Claudinho Oliveira, Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, Beto Aquino, D'Dousa, Araguaci. Essa informação está errada? Nos avise.

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