
Samba-Enredo 2027 - O Auto do Boi
G.R.C.E.S Dom Bosco
Senhora dona da casa, dê licença pra contar
A magia que encanta as matracas ao luar
Ele é forte destemido, aportou no Brasil
Desejo de catirina, sacrifício que surgiu
Touro negro do Guaré, desafio por amor
Na peleja da vida, vibra o couro do tambor
Cicatrizes nas campinas, esperança sem dor
É memória ancestral (ancestral)
Todo bem venceu o mal
Ê boi, no suor dos guajajaras
No batuque proibido, resistência é toada
Êêê boi, ê boi da cara preta
O vaqueiro encantado não tem medo de careta
Partiu meu cazumbá, no rio-mar, é soberano
Brinquedo de criança, na chegança, meu boi de pano
Dança o sagrado pelo tempo
E acende o segredo no céu feito fogueira
Engerando a paixão, no coração, quando o bicho vira estrela
Pega na cara do boi, cuida pra não escapar
Quem tem fé agarra ele, quem não tem que vá pra lá
Vaqueirada me chamou, vou bater caixa de guerra
Vaqueirada me chamou, vou bater caixa de guerra
A dom bosco encantada, ninguém segura
Quero ver desafiar, o meu boi solto na rua



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