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Superação e identidade periférica em “Vilão” de GREGO (BR)

Em “Vilão”, GREGO (BR) assume a imagem de quem é visto como o "errado" ou "malandro" pela sociedade, mas deixa claro que essa fama é resultado das dificuldades enfrentadas na periferia. O verso “Cheguei com o pé na porta, virei caçador de notas / De onde eu venho a vida é torta, então não volto pra perder” mostra como o artista transforma a luta diária por dinheiro e reconhecimento em motivação para não aceitar a derrota. A palavra “maloca” reforça suas raízes periféricas, enquanto “minha caneta faz milhão” destaca o orgulho de transformar experiências de vida em sucesso musical, misturando rap, trap e piseiro, marcas do estilo de GREGO.

A música também explora o lado sentimental do “vilão”, trazendo um duplo sentido entre o personagem frio e o “malvadão” desejado. Nos versos “É que o coração aquela bandida levou e não voltou pra me entregar” e “Meu coração não fazem falta não, só serviu pra ser usada / E agora só sobrou meu pau pra ela”, GREGO fala de desilusão amorosa e adota uma postura de desapego, usando uma linguagem direta e sexualizada. O refrão repetitivo e as menções a fotos e reações reforçam o clima de ostentação e autoconfiança, típicos do trap, mas com um toque regional e descontraído. Assim, GREGO mostra versatilidade ao unir diferentes estilos e narrativas, valorizando sua trajetória e identidade.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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