
Samba Enredo 2001 - Orun-ayê
GRES Boi da Ilha do Governador
Tradição e ancestralidade em “Samba Enredo 2001 - Orun-ayê”
"Samba Enredo 2001 - Orun-ayê", da GRES Boi da Ilha do Governador, destaca-se por retratar a criação do mundo segundo uma lenda nagô, valorizando a ancestralidade africana e a importância da humildade diante das forças divinas. A narrativa apresenta Olorun, o criador supremo, que ordena a formação da Terra, e destaca o papel de Oxalá, que, ao ceder à "sede da vingança", falha em sua missão. Esse trecho evidencia que até mesmo os orixás, figuras poderosas, podem cometer erros, reforçando a mensagem do verso: "Não tenha vaidade / A nossa força vem da humildade". Assim, a música propõe uma reflexão sobre a necessidade de reconhecer limites e aprender com as falhas, mesmo entre entidades divinas.
A letra também aborda a dualidade de Exu, "que é o bem e a maldade / Usa sua ambigüidade / Faz mudar a direção", mostrando a complexidade das divindades africanas e como suas ações influenciam o destino do mundo. O samba valoriza práticas tradicionais, como a consulta ao oráculo de Ifá e a realização de oferendas, reforçando o respeito à espiritualidade e aos rituais nagô. Ao celebrar o nascimento da vida "do ventre de Ayê" e exaltar a beleza nagô, a canção transmite orgulho, pertencimento e esperança. O contexto histórico do samba, premiado em 2001 e reeditado como símbolo de resistência e renovação, reforça seu papel como hino de união, fé e valorização das raízes culturais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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