
Samba Enredo 1991 - Brasil, Brega e Kitsch
G.R.E.S. Estácio de Sá (RJ)
Crítica cultural e ironia em “Samba Enredo 1991 - Brasil, Brega e Kitsch”
A letra de “Samba Enredo 1991 - Brasil, Brega e Kitsch”, do G.R.E.S. Estácio de Sá (RJ), faz uma crítica direta à influência estrangeira e ao consumismo na cultura brasileira. Com ironia, o samba utiliza frases como “O dólar é nosso dinheiro” e “O meu samba dança rock” para mostrar como valores externos são incorporados ao cotidiano, muitas vezes em detrimento da identidade nacional. A expressão “Hello my baby” mistura inglês com samba, reforçando o tom sarcástico e a sensação de perda das raízes culturais. A menção a Carmen Miranda, que “virou americana, rumbeira”, simboliza artistas brasileiros que adaptaram sua arte para agradar ao público internacional, deixando de lado elementos autênticos da cultura do país.
A música também critica a alienação promovida pela mídia, chamando a televisão de “Deusa da fascinação” e “Balcão de fantasia”. Esses versos sugerem que a TV vende ilusões e incentiva o consumismo, afetando todas as classes sociais. O samba lamenta a perda de “nossos valores culturais” e cita nomes como Pixinguinha, Noel e Ismael para reforçar a importância das referências autênticas. O refrão “É kitsch, é brega / Se pagar o bicho come / Se dever o bicho pega” resume o tom irônico da música, mostrando que, em meio à superficialidade e à hipocrisia, o brasileiro se vê preso a um sistema de consumo e aparências, onde a autenticidade se perde e tudo se torna negociável.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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