
Samba-Enredo 2027 - Modupé, Cardeais!
G.R.E.S Mocidade Unida da Mooca
Do Orun, a herança africana
Quilombola paulistana
Vestindo a fina flor da malandragem
Provou que o samba não é vadiagem
Nos terreiros de café
Nêga cantava, espalhava a sua fé (axé!)
Até raiar o dia
Nêgo tocava na zabumba e o boi gemia
Oh, tumba! Moleque tumba!
Eu vi, na Praça da Sé
Roda de partido alto
Valente cair de pé
Batucada de engraxate
Pandeiro e cuíca
E no Largo da Banana
Malandro jogar tiririca
(Tem que respeitar!)
Sou negritude nos cordões
Fiz do cortiço meus salões
A burguesia se rendeu
E o samba sobreviveu
(E nunca vai morrer!)
Se a Pauliceia tem memória
Resgatem os antigos carnavais
É preta a cor da nossa história
Modupé aos Cardeais!
Gira, ê Matamba! Ê Manaundê!
Vai buscar Pé Rachado
Carlão, Inocêncio e Nenê
Oyá Matamba!
Levanta poeira do chão
Traz Madrinha Eunice
Ôô
Pra benzer meu pavilhão!
Ogã, mete a mão no tambor
Pra mostrar o valor dessa gente bamba!
Vem ver a cidade cantar
Quem plantou a semente do samba!
Ogã, Ogã
Mete a mão no tambor
Pra mostrar o valor da escola de samba
Vem ver o Anhembi balançar
Pra coroar essa gente bamba!



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