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Samba-Enredo 1961 - Seca do Nordeste

G.R.E.S. Tupy de Brás de Pina

LetraSignificado

    Realidade social e esperança em "Samba-Enredo 1961 - Seca do Nordeste"

    "Samba-Enredo 1961 - Seca do Nordeste", do G.R.E.S. Tupy de Brás de Pina, inovou ao levar para o Carnaval um tema social urgente: a seca no Nordeste. Em vez de apostar em enredos fantasiosos ou históricos, o samba retrata de forma direta o sofrimento do lavrador diante do "sol escaldante" e da "terra poeirenta", mostrando a luta diária pela sobrevivência. O verso “E o pobre lavrador com a ferramenta agude / Dá forte no solo duro / Em cada pancada parece gemer / Geme a terra de dor” usa a imagem do solo que "geme" para expressar não só o esforço físico, mas também a dor coletiva de um povo castigado pela seca.

    A letra também aborda o impacto emocional e espiritual dessa realidade. O trecho “No auge do desespero / Uns se revoltam contra Deus / Outros rezam com fervor” revela como a seca pode gerar tanto revolta quanto fé, mostrando a complexidade da experiência nordestina. A chegada da chuva, simbolizada pelo céu que "escurece" e pelas "dádivas do céu", representa a renovação da esperança. O lavrador, ao "retirar o seu chapéu" e misturar suas lágrimas à chuva, celebra a vida junto ao gado que "muge de alegria". Assim, o samba transforma uma tragédia social em um canto de resistência e esperança, marcando sua importância histórica ao dar visibilidade a uma realidade pouco representada no Carnaval.

    O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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