Zumbi
Grupo Agreste
Resistência e esperança em "Zumbi" do Grupo Agreste
A música "Zumbi", do Grupo Agreste, aborda de forma direta a resistência negra diante da escravidão no Brasil. Logo no início, o verso “No sacolejo do navio que cheguei aqui / Meio vivo meio morto foi que eu senti” faz referência à travessia forçada dos africanos escravizados, destacando tanto o sofrimento físico e psicológico quanto a força de quem sobreviveu a essa experiência brutal. A canção conecta essa dor individual à luta coletiva ao mencionar “Correndo na mata virgem, vou fundar Palmares”, trazendo à tona a figura histórica de Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo do país e símbolo da luta por liberdade.
A repetição de “Pois quem nasceu pra ser guerreiro / Não aceita cativeiro, por isso que decidi” reforça a ideia de que resistir é uma escolha consciente e corajosa, não apenas uma reação ao sofrimento. O termo “guerreiro” transforma o personagem da música em um herói, alguém que enfrenta a violência da escravidão, como em “A sua chibata por mais que me bata / O meu corpo mal trata eu vou resistir”. O refrão “Oh negô olê, olê zumbi” serve como um chamado coletivo, celebrando Zumbi como símbolo de liberdade, enquanto a menção ao “capitão do mato” lembra a constante ameaça da repressão. Assim, "Zumbi" transforma a memória da escravidão em um canto de luta, dignidade e esperança para todos que resistiram.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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