
Chama a Berenice
Grupo Arruda
“Chama a Berenice”: prestígio, disputa e roda de samba
A canção transforma Berenice em credencial de prestígio na roda de samba: estar com ela rende respeito, assunto e inveja. Por trás do refrão celebratório, há uma disputa de narrativa: no “buraco quente” dizem que ela “não dá moral pra ninguém”, e o narrador rebate com “quem tá pegando sou eu”. O enredo é direto e caloroso. Berenice, “preta maneira” de Mangueira, chega e domina a pista “no balanço, no suingue ou samba rock”. Ela “não quer saber de saideira”, sinal de fôlego e autonomia na festa. O verso “eu só saio do barraco dela na segunda-feira” sugere encontros que atravessam o fim de semana, indicando desejo correspondido e química que extrapola a roda.
As expressões “Produto do Morro” e “mulata tipo exportação” operam como elogios típicos do universo do samba, combinando orgulho de origem (Mangueira, território simbólico do samba carioca) e a ideia de beleza e magnetismo “vendáveis”. Isso dá à letra uma camada dupla: celebração da potência de Berenice e metáfora comercial que reforça seu status de símbolo. O contexto também pesa: o Grupo Arruda, conhecido por rodas de samba de raiz, gravou a faixa composta por Nego Josy e Armandinho do Cavaco e lançou clipe em 2017 com Ketula Mello como Berenice e participações de Alcione e Tia Zezé da Mangueira. Esse conjunto ancora a personagem no imaginário mangueirense e na cultura das rodas, onde carisma, dança e reputação valem tanto quanto a melodia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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