A manteiga derramou
Grupo Capoeira Angola
Relações de poder e resistência em "A manteiga derramou"
"A manteiga derramou", do Grupo Capoeira Angola, utiliza uma situação cotidiana para expor as tensões e injustiças do período escravocrata. A letra, simples e repetitiva como é comum nas cantigas de capoeira, traz uma crítica sutil ao sistema: ao dizer “a manteiga não é minha, a manteiga é de ioiô”, o escravizado se isenta da culpa, deixando claro que apenas cumpria ordens e que o bem pertencia ao senhor. Esse trecho evidencia a subserviência forçada, mas também sugere uma resistência passiva, pois o escravizado revela a dependência do senhor em relação ao seu trabalho e honestidade.
O contexto histórico mostra que a música vai além do relato de um acidente. O desafio de transportar manteiga sob o sol forte, com o risco de derretê-la ou derramá-la, simboliza as tarefas impossíveis e as punições injustas impostas aos escravizados. Ao repetir “vou dizer ao meu senhor que a manteiga derramou”, a canção reforça a humanidade e vulnerabilidade dos escravizados, que, mesmo diante de exigências desumanas, encontravam formas de expressar sua condição e desafiar, de maneira sutil, a autoridade dos senhores. Assim, a música se torna um registro de resistência e denúncia, preservado nas rodas de capoeira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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