Marinheiro só
Grupo Capoeira Angola
Identidade e resistência em "Marinheiro só" do Grupo Capoeira Angola
A música "Marinheiro só", do Grupo Capoeira Angola, utiliza a figura do marinheiro solitário para abordar temas como deslocamento, resiliência e adaptação, que são centrais para a experiência afro-brasileira e para a capoeira. Quando a letra afirma: “Eu não sou daqui / Eu não tenho amor / Eu sou da Bahia / De são salvador”, há uma declaração de identidade e orgulho das origens, ao mesmo tempo em que se expressa o sentimento de não pertencimento, algo comum entre descendentes de africanos trazidos ao Brasil. A menção a Salvador reforça a ligação com a história da capoeira e a resistência cultural da cidade, considerada o berço dessa tradição.
A pergunta “Quem te ensinou a nadar? / Ou foi o tombo do navio / Ou foi o balanço do mar” traz uma metáfora forte sobre sobrevivência: indica que a capacidade de enfrentar dificuldades não foi aprendida de forma tradicional, mas sim forçada pelas circunstâncias, remetendo à travessia dos africanos escravizados pelo Atlântico. O marinheiro de branco, descrito como “faceiro” e com “seu bonezinho”, faz referência a Oxalá, divindade do candomblé, trazendo um aspecto de espiritualidade e proteção. Assim, "Marinheiro só" celebra a força, a adaptação e a identidade afro-brasileira, conectando história, resistência e fé em cada verso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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