
O Amor Se Intrometeu
Grupo Disfarce
“O Amor Se Intrometeu”: Dilema entre desejo e culpa
“E o pior é que valeu” vira a chave moral da canção: o eu lírico admite que o erro trouxe prazer real, não só culpa. Ao dizer “o amor se intrometeu”, ele trata o sentimento como força externa que atropela escolhas e compromissos, justificando e denunciando o descontrole ao mesmo tempo. O refrão — “Sei que é proibido te querer / O amor se intrometeu” — condensa o dilema, expondo o choque entre desejo e compromisso num tom de confissão direta, sem heroísmo, com aceitação amarga do ocorrido.
A narrativa parte do desejo de desfazer o encontro: “Se eu tivesse o dom de ler o futuro” e “interditar o caminho” soam como tentativa imaginária de evitar a queda. A realidade pesa quando ele está com a parceira (“Como é que faço pra deitar com ela e não querer você”) e pensa na outra; a simetria entre traição e culpa aparece em “Outros lábios tocam os meus, outros provam os beijos seus”. A frase “E o pior é que valeu” sela a ambiguidade: apesar de “tá tudo errado”, houve valor e prazer, deixando feridas nos vínculos existentes. Fiel à veia romântica do Grupo Disfarce, conhecido por “Pega Pega”, “Sintomas de Amor” e “22 Minutos”, a faixa usa refrão forte e imagens claras para transformar uma experiência comum e dolorosa em confissão frontal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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