Sampa Samba
Grupo Paulicéia
Os teus lares são guaridas pra mim
Nas festas, nas noites, nas madrugadas sem fim
Teus bares, redutos de amigos e amantes
Que cantam em cultos meus cantos marcantes
Aos poucos habitei teus becos,
pairei nos teus ventos, varei teu luar
Não tens cor, não tens crença ou segredo,
és meu aposento, és meu teto, és meu lar
Às antigas intrigas de bar
Que as más línguas preferem incitar
Saibas que sou avesso, pois te reconheço,
assim, como meu lar
Onde os prantos costumam secar
Pois os cantos cultuam o luar
E os teus filhos mais nobres,
os poetas pobres, vão abençoar
Sou o samba sem limites
Tu és sampa sem palpite
Somos rio desse mar
Sou canção, partido alto
Tu és chão, garoa, asfalto
Sampa samba sem parar
Sou o samba sem limites
Tu és sampa sem palpite
Somos rio desse mar



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